A conversa

Alexandra Bento | Os profissionais de saúde devem saber transmitir a informação

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Alexandra Bento | Os profissionais de saúde devem saber transmitir a informação

O conjunto de desafios que se colocam para que os portugueses tenham uma adequada literacia em saúde, alimentar e nutricional foram abordados pela Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, na entrevista de Agosto da APIFARMA.

 

A Bastonária chamou a atenção para a necessidade de a informação chegar de forma acessível aos seus destinatários, porque “de nada vale ter dispositivos muito fortes, muito robustos, com muita informação” que as pessoas sabem como encontrar e, depois, “não a compreenderem”. Igual risco advém de não ter a capacidade de “descortinar uma fonte de informação fidedigna” de outros conteúdos que circulam, em particular nas redes sociais.

 

Deixou, por isso, a “nota muito importante” de que os profissionais de saúde devem “ter conhecimentos em termos de comunicação em saúde”. À dificuldade de apreensão da informação científica, densa e pesada e tendo em conta que “o jargão da saúde é, às vezes, linguagem que não é compreensível”, contrapõe a importância de instituições e profissionais do sector apostarem em “passar uma informação que é simples, sem ser simplista”.

 

No caso concreto da literacia alimentar e nutricional dos portugueses, a Bastonária referiu não existirem estudos com a necessária robustez para avaliar os seus níveis na população, apesar de “alguns dados indirectos permitirem ver que o cenário é semelhante ao da literacia em saúde”.

 

Adiantou o exemplo da leitura dos rótulos alimentares, que “40% da população tem dificuldade” em perceber, e, em consequência, dificuldade em “escolher produtos adequados à sua saúde”. Defende, pois, a adopção de um descodificador que facilite a compreensão do valor nutricional, que “operadores e indústria alimentar pedem” e onde “o Estado, o país , o Governo não tem andado bem, pois tem demorado muito a tomar uma decisão que é necessária”.

 

Ao escolher melhor o que se come, fazem-se “melhores escolhas para a saúde, ganha o próprio e ganhamos todos, ganha o país ao ter uma população mais saudável”, conclui.

 

Assista à entrevista completa:

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