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2008-11-18 Diário Económico
CINCO EXEMPLOS DE DESPEDIMENTOS NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
CINCO EXEMPLOS DE DESPEDIMENTOS NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA 1.
Pfizer foi a pioneira há quase dois anos
Quando tomou posse, o novo CEO da Pfizer Internacional não fez a coisa por menos: comunicou que 10% dos trabalhadores teriam de sair da empresa, anunciando que o que a indústria tinha de fazer equivalia a "mudar as rodas a um carro em andamento".
No ano passado, saíram da Pifzer mais de 20 pessoas, das 450 que trabalhavam na maior farmacêutica do mundo. É possível que haja, brevemente, mais saídas.
2. Medinfar já despediu 20%
Nem a empresa do presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica escapa à crise. A Medinfar, liderada por João Almeida Lopes, já despediu 20% da sua força de trabalho, anunciou o próprio Almeida Lopes ao Diário Económico.
"Nos últimos dois anos, saíram da minha empresa cerca de 100 pessoas, de um total de 400 trabalhadores", diz o líder da Apifarma. Assim, a empresa passou de 400 para 300 colaboradores.
3. Glaxo já dispensou 40 dos 200
Foram duas saídas em dois tempos. "Já fomos obrigados a dispensar 20 trabalhadores no princípio do ano e este mês fomos obrigados a fazer nova redução de 20 trabalhadores", disse o presidente da Glaxo Smith Kline ao Diário Económico. Manuel Gonçalves explica, aliás, que a facturação da empresa tem vindo a ser prejudicada pela descida do preço dos remédios, perdendo quase seis milhões em dois anos.
4. Novartis vai "adiar até ao limite"
"Estamos a emagrecer a empresa em todo o lado, à espera que não seja preciso cortar novamente", diz o porta-voz da Novartis, que em Portugal tem cerca de 200 trabalhadores. Luís Rocha afirma que só saíram "cerca de uma dezena de colaboradores, no princípio do ano", e assegura que a empresa esta a tomar todas as medidas para que a situação não se repita. Sem garantias, no entanto: "Isto não quer dizer que [a crise] não nos toque".
5. Sanofi-Aventis reduz-se em 25%
Na semana passada, já os trabalhadores estavam a ser informados das más notícias. "A perda de patentes em produtos-chave, a pressão para uma forte redução dos custos em saúde, o fim de uma importante parceria na promoção de um medicamento e a crescente e rápida penetração dos genéricos" são as medidas apresentadas pela empresa ao Diário Económico para a dispensa de 90 dos cerca de 400 trabalhadores.
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