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VOLTAR 05-12-2016

Conferência - Sistema de Verificação de Medicamentos
A APIFARMA promoveu no dia 28 de Novembro, no Centro Cultural de Belém, a conferência “Sistema de Verificação de Medicamentos: Identificação, Autenticação e Rastreabilidade de Medicamentos – da Produção ao Doente”.
A iniciativa reuniu um grupo alargado de especialistas para debater os desafios associados à implementação do Sistema Europeu de Verificação de Medicamentos em Portugal.
Esta medida, enquadrada no Regulamento Europeu de Medicamentos Falsificados, nasceu para reforçar a segurança e a integridade dos medicamentos, garantindo a sua rastreabilidade ao longo do circuito.
Andreas Walter, director-geral da Organização Europeia de Verificação de Medicamentos (EMVO), começou por expor os requisitos da Directiva Europeia “Falsificados”, que se materializa no Modelo Europeu.
Ao longo da sua intervenção, o responsável da organização alertou para os desafios decorrentes da execução prática do Modelo Europeu na cadeia de valor do medicamento, ao mesmo tempo que destacou a importância do cumprimento do calendário do projecto previsto.
Seguiu-se Jorge Lemos, responsável pela integração e operacionalização do Sistema Europeu em solo nacional. O gestor do consórcio nacional de Verificação de Medicamentos garantiu que “apesar da complexidade do projecto, que têm demasiados detalhes a decorrer em simultâneo, Portugal vai cumprir a transposição e adaptação do Modelo Europeu dentro dos prazos definidos”.
Este foi precisamente o tema da mesa redonda que se seguiu e que reuniu os principais agentes da cadeia de valor do medicamento. Autoridades, fabricantes, distribuidores e farmácias, debateram os “desafios nacionais à implementação de um Sistema Global de Verificação de Medicamentos”.
A discussão centrou-se sobretudo na análise das exigências financeiras para as empresas, decorrentes da necessidade de investir em novos processos, novos equipamentos e novos sistemas informáticos.
Manuela Pacheco, da Associação de Farmácias de Portugal, e Pedro Ferreira, da Associação Nacional de Farmácias, concordaram na necessidade de garantir que o novo sistema não condiciona o processo e velocidade da dispensa de medicamentos. Os representantes das farmácias mostraram também preocupação com a forma como se fará a transposição, em 2019, para as novas embalagens codificadas.
Do lado da indústria, João Neves, da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, e Paulo Lilaia, da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares, consideram que a dimensão do mercado europeu e a sua simultânea heterogeneidade são um desafio à implementação de um sistema uniformizado. O representante da APOGEN alertou ainda que o mercado ambulatório e o mercado hospitalar são realidades distintas e que por isso “essas especificidades devem ser tidas em consideração”.
Essa foi, aliás, a preocupação manifestada por Catarina Luz Oliveira, da Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares, que referiu que é necessário perceber o contexto particular do medicamento no circuito dos cuidados de saúde hospitalares.
Diogo Gouveia, da Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos, corroborou as intervenções anteriores, considerando que o clima de entendimento alcançado entre todos os agentes do medicamento é um sinal positivo da capacidade de diálogo.
No entanto, a unanimidade das intervenções alinhou pelo facto do carácter supranacional do sistema tornar a sua implementação um desafio ambicioso e financeiramente pesado, com impactos que podem comprometer a dinâmica empresarial portuguesa em contexto de competitividade internacional.
João Almeida Lopes já tinha referido a sua preocupação com este tópico no discurso de abertura da conferência. Sem discutir a oportunidade do projecto, alertou que os investimentos necessários serão “integralmente suportados pelos titulares de autorização de fabrico de medicamentos” e que os desafios para “as empresas farmacêuticas de base nacional não podem ser ignorados”.
O presidente da APIFARMA pede, por isso, “o envolvimento do Governo neste esforço financeiro adicional”.
Confrontado com esta possibilidade, Rui Santos Ivo, Vice-Presidente do Conselho Directivo do INFARMED, preferiu destacar às oportunidades que o sistema representa, nomeadamente “a possibilidade de alinharmos em conjunto com 32 países no cumprimento dos melhores standards internacionais”
Apesar de em Portugal, a presença de medicamentos falsificados no circuito legal do medicamento ser um problema totalmente contido, o aumento de casos na União Europeia tornou-se um problema de saúde pública que exigiu uma visão comum.
A assinatura do memorando de entendimento no passado dia 17 de Outubro, na presença do Ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes, marcou a resposta de Portugal, nomeadamente dos agentes da Saúde, a este desafio, que reúne assim as condições para implementar o Sistema de Verificação no nosso país.
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