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Em dois anos, e por ineficiência administrativa, Portugal deixou fugir riqueza gerada pelo investimento das empresas farmacêuticas em ensaios clínicos e deixou mais desprotegidos os doentes portugueses, que se arriscam a não vir a beneficiar da eficácia de novos tratamentos.
A questão é tão mais grave porque, numa área onde o rigor e a qualidade são centrais, é a lentidão em tomar uma decisão sobre a realização dos ensaios clínicos que afasta o investimento nesta área das companhias farmacêuticas de Portugal.
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