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Os medicamentos inovadores demoram mais tempo a chegar aos doentes portugueses comparativamente ao que acontece, por exemplo, em Espanha. Simultaneamente, as sucessivas alterações legislativas ao regime de preços causam rupturas no normal abastecimento de medicamentos às farmácias. Carlos Gouveia Pinto, professor do ISEG, alerta: «Não faz sentido considerar apenas os medicamentos na contenção dos gastos em Saúde e uma visão “às fatias” é essencialmente penalizadora para o doente.»
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