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VOLTAR 05-04-2018

Investir nas Empresas da Saúde para relançar Portugal

O contributo das empresas para a organização das sociedades modernas é indiscutível. As empresas são agentes pró-activos ao serviço do investimento, da inovação e da valorização dos recursos humanos. As empresas cuidam da economia ao criar emprego e gerar riqueza. 
 
A par desta realidade, as empresas da área da Saúde, para além dos contributos evidentes para o bem- -estar e aumento da longevidade das populações, contribuem de forma destacada para o progresso económico e social dos cidadãos. 
 
Quando analisamos o perfil da indústria farmacêutica na Europa constatamos a dimensão avassaladora dos números. Na União Europeia a produção farmacêutica atinge 250 mil milhões de euros, registando um crescimento de 96 por cento entre 2010 e 2016. 
 
Esta actividade económica emprega cerca de 745 mil pessoas na Europa das quais 115 mil são colaboradores altamente especializados, alocados a actividades de Investigação & Desenvolvimento (I&D). O investimento anual das farmacêuticas europeias em I&D supera os 35 mil milhões de euros. 
 
Refira-se ainda que na Europa o mercado farmacêutico atinge, em valor, os 200 mil milhões de euros e as exportações totalizam uns impressionantes 375 mil milhões de euros. 
 
A Saúde em Portugal contribui, de igual modo, para o reforço da competitividade e da performance económica e social do país. Falamos de um mercado com um valor superior a 2,9 mil milhões de euros e cujas exportações superam os 1,1 milhões de euros. 
 
As empresas farmacêuticas em Portugal, no seu conjunto, geram oito mil empregos diretos. Destes, mais de seis mil empregam pessoas ligadas ao I&D de inovação, das quais três mil são doutoradas. 
 
O investimento em I&D realizado pela indústria farmacêutica em Portugal supera os 75 milhões de euros e a produção farmacêutica totaliza cerca de 1,7 mil milhões de euros. 
 
A área da Saúde utiliza tecnologia avançada, promove emprego altamente qualificado, contribui para o investimento em inovação, estimula as exportações e gera, no seu conjunto, externalidades positivas em diversas áreas da sociedade. 
 
Os números da indústria farmacêutica em Portugal ilustram a dimensão e importância desta área e, sobretudo, colocam em evidência as inúmeras oportunidades de crescimento do nosso país na Saúde. 
 
Para isso é essencial fomentar a criação de um ambiente favorável ao investimento nesta área. A Saúde é um poderoso motor de sustentação e de crescimento económico e mais vitalidade nesta área é um interesse comum a toda a sociedade portuguesa. 
 
A indústria farmacêutica de base produtiva nacional tem feito grandes investimentos de modernização nas suas unidades de produção e existem avanços de destaque internacional no I&D de novos fármacos e nos números das exportações nacionais, factos que provam a resiliência dos agentes económicos da Saúde. 
 
Adicionalmente, desde 2005 que as empresas farmacêuticas de base nacional, que produzem e exportam a partir de Portugal, o Infarmed (autoridade reguladora) e a AICEP (Agên- Farmacêuticas portuguesas representam o setor em Filadélfia. 
 
Sete empresas farmacêuticas nacionais, através da PharmaPortugal, vão marcar presença pela primeira vez na CPhl North America 2018 - Convenção Internacional da Indústria Farmacêutica, que decorre de 24 a 26 de Abril em Filadélfia, nos Estados Unidos. A edição de 2018 do evento conta com um stand institucional da PharmaPortugal, partilhado pela Medinfar, Basi, Azevedos e Genibet. Também as farmacêuticas BIAL, Bluepharma e Sidefarma estarão presentes no evento. 
 
A internacionalização e a exportação têm sido dois dos grandes desafios da indústria farmacêutica de base produtiva nacional, nos últimos anos. Neste sentido, os EUA assumem-se como um mercado prioritário, pelo facto de ser o maior mercado mundial, com enorme potencial e com a particularidade de, no âmbito do Acordo de Reconhecimento Mútuo (MRA) assinado entre os Estados Unidos da América e a União Europeia, permitir a aceitação, pela FDA, das Good Manufacturing Practices (GMP) Europeias, a partir de 2019. 
 
Com mais de 630 expositores e 43 países representados, a CPhl North America é uma plataforma de excelência para a promoção da internacionalização das empresas portuguesas, permitindo-lhes divulgarem as suas competências tecnológicas e a sua capacidade exportadora, bem como de contactarem diretamente com potenciais clientes. 
 
Durante o evento, o stand Pharma- Portugal irá receber a visita de uma delegação portuguesa composta pelo secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, pela presidente do Infarmed, Maria do Céu Machado, pelo presidente da APIFARMA, João Almeida Lopes, pelo delegado da AICEP nos EUA, Manuel Couto Miranda, entre outros. cia para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) se associaram no projecto PharmaPortugal. 
 
Esta parceria tem como principais objectivos dar a conhecer a capacidade de inovação e investigação das farmacêuticas portuguesas, veicular a sua imagem de qualidade europeia no mundo e fomentar a cooperação entre empresas farmacêuticas em Portugal e no estrangeiro, incentivando, consequentemente, a exportação de produtos e serviços de Saúde tecnologicamente evoluídos. 
 
Os indicadores relativos às exportações das empresas associadas no projecto PharmaPortugal, nos últimos 6 anos, são demonstrativos dos bons resultados que têm vindo a ser alcançados através da cooperação construtiva entre as entidades e os operadores económicos na área da saúde. 
 
Se é verdade que, nos últimos anos, a indústria farmacêutica portuguesa tem enfrentado vários desafios legislativos e económicos que obrigaram a desafios acrescidos, hoje as empresas farmacêuticas estão claramente comprometidas com as estratégias de I&D, o que atesta o seu perfil inovador, e contribuem decisivamente para o relançamento e sustentabilidade da economia nacional. 
 
Por um lado, existe trabalho que merece ser aprofundado relativamente à internacionalização das empresas farmacêuticas nacionais, de modo a incentivar a inovação e competitividade em Portugal. Por outro, essa experiência acumulada permite identificar linhas de acção concretas para promover o crescimento, a sustentabilidade e a competitividade da indústria farmacêutica nacional. 
 
Em suma, com as condições adequadas, a área da Saúde pode dar uma resposta mais completa às necessidades dos portugueses e ser um forte contributo para a modernização da economia e para o desenvolvimento do país. Para isso é necessário antecipar e preparar o caminho do futuro. 
 
Portugal é uma excelente plataforma para negócios e comércio, especialmente para a indústria farmacêutica. Diversos factores comprovam essa afirmação: a posição geoestratégica do país, os profissionais altamente qualificados, a abertura ao investimento e a sectores altamente especializados e tecnológicos. 
 
A vantagem geoestratégica de Portugal é reforçada pela nossa relação com os países onde o português é a língua oficial e pela proximidade no sector da Saúde, nas questões sociais, legais e regulatórias. 
 
A par da urgência da promoção da Saúde como área económica - dada a sua capacidade de gerar emprego, exportações e investimento em inovação em Portugal -, uma política estratégica de fomento do investimento e de modernização e simplificação administrativa pode contribuir amplamente para a criação de um ambiente propício à inovação e ao investimento. 
 
Para isso é necessário adoptar medidas concretas como a redução de custos de contexto, reforçar os apoios para promover a competitividade da indústria farmacêutica nacional e para fomentar a penetração das empresas que produzem em Portugal em novos mercados e investir na criação de linhas de crédito para consolidar mercados ou ultrapassar desafios conjunturais. 
 
A participação de sete empresas farmacêuticas nacionais, através da PharmaPortugal, pela primeira vez na CPhl North America 2018, que decorre em Abril em Filadélfia, reforça o compromisso das empresas portuguesas com a ambição de reforçar os projectos de internacionalização, com o investimento em I&D e com a competência tecnológica de Portugal. 

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