Internacional

Presidente da APIFARMA participou no 62nd Annual Meeting & Conference do GIRP

O Presidente da APIFARMA, João Almeida Lopes, participou, na terça-feira, dia 19 de Outubro, no 62nd Annual Meeting & Conference do GIRP, the European Healthcare Distribution Association, que decorreu em Cascais.

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Presidente da APIFARMA participou no 62nd Annual Meeting & Conference do GIRP

O Presidente da APIFARMA, João Almeida Lopes, participou, na terça-feira, dia 19 de Outubro, no 62nd Annual Meeting & Conference do GIRP, the European Healthcare Distribution Association, que decorreu em Cascais.

O Presidente da APIFARMA, João Almeida Lopes, participou, na terça-feira, dia 19 de Outubro, no 62nd Annual Meeting & Conference do GIRP, the European Healthcare Distribution Association, que decorreu em Cascais.

 

João Almeida Lopes integrou o painel que analisou o acesso aos cuidados de saúde no mercado português no rescaldo da pandemia de Covid-19, juntamente com representantes da OCP Portugal, da Associação Nacional das Farmácias (ANF) e da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (APOGEN).

 

O responsável pela APIFARMA começou por destacar que Portugal é dos países da União Europeia onde o investimento público na área da Saúde é mais baixo.

 

“As lições desta pandemia não foram aprendidas e vemos isso todos os dias. Recentemente, ouvimos declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, onde a saúde foi destacada como uma das prioridades do futuro. Mas não é isso que vemos na realidade. O que vemos são os preços a serem esmagados e os custos a subirem [na indústria farmacêutica]. É difícil encontrar um equilíbrio para o futuro”, defendeu.

 

A pandemia mostrou ainda, segundo João Almeida Lopes, que a Europa está excessivamente dependente do fornecimento externo. É necessário, por isso, promover “a autonomia em termos de estratégicos, mas isso não está a ser visível no curto prazo”.

 

No que à aprovação da inovação diz respeito, Portugal é um dos países que está na cauda da Europa. De acordo com dados da Federação Europeia de Associações e Indústrias Farmacêuticas (EFPIA, na sigla em Inglês) mostrados pelo Presidente da APIFARMA aos conferencistas, em Portugal o tempo médio de aprovação de novos medicamentos é de 641 dias, enquanto a média europeia é de 504 dias.

 

Esta realidade, vincou João Almeida Lopes, “significa que os doentes europeus não têm o mesmo tratamento. Eu, enquanto cidadão europeu, digo que isso é inaceitável. Devíamos trabalhar em prol das pessoas”.

 

Na sua intervenção, o responsável da APIFARMA recordou também um estudo realizado para a APIFARMA em colaboração com a McKinsey sobre ‘O Valor do Medicamento em Portugal’ e que destacou a necessidade de investir na prevenção. Porém, para João Almeida Lopes, “o mundo civilizado não investe o suficiente em prevenção. É necessário fazer diagnósticos e tratar as pessoas o quanto antes, com os melhores medicamentos disponíveis. Se apostarmos no ‘Estado da Arte’, as pessoas terão mais e melhor vida”.

 

A celeridade com que as vacinas contra a Covid-19 foram aprovadas deveria ser replicada noutros medicamentos inovadores, como defendeu o presidente da APIFARMA. Mas, na realidade, não é isso que acontece, já que o impacto destes fármacos na sociedade “é apenas medido através o impacto directo no orçamento da saúde dos governos”.

 

Para João Almeida Lopes, “quando dou mais e melhor vida a uma pessoa, isso não só tem impacto no orçamento da saúde, como também tem um impacto positivo na sociedade. Os decisores ainda pensam na saúde como um custo, mas, como vimos nestes últimos dois anos, a saúde é um investimento”.

 

João Almeida Lopes concordou ainda com Ema Paulino, da ANF, que na sua intervenção lembrou que as farmácias continuaram abertas durante os confinamentos. “A indústria farmacêutica continuou a trabalhar, a produzir medicamentos, os distribuidores estiveram nas ruas e as farmácias estiveram abertas a cuidar das pessoas, enquanto que os hospitais apelavam a que as pessoas ficassem em casa”, acrescentou.

 

Com efeito, com a redução da actividade assistencial foram realizadas menos consultas e menos cirurgias. Para o presidente da APIFARMA, se “não contrariarmos esta tendência, vamos ter, num futuro próximo, outra pandemia: a pandemia das pessoas que não foram diagnosticadas nem tratadas. E se o paciente está no centro das decisões, não podemos deixar que isto aconteça”.

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