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VOLTAR Perguntas Frequentes
1. O que se entende por vacinação?
A vacinação envolve a introdução de microrganismos inteiros (agente patogénico) ou parte dos mesmos no interior do organismo, que são administrados para induzir imunidade e prevenir doenças infecciosas ou as suas sequelas.1

2. Vacinação e imunização são sinónimos?

Não. Vacinação significa a aplicação de vacinas. Imunização tem um sentido mais amplo e está conotada com o processo de aquisição de imunidade ou protecção contra doenças, quer por vacinação (imunização activa) quer por administração de anticorpos (imunização passiva).2
 
3. Que vacinas estão incluídas no Programa Nacional de Vacinação?
O actual PNV, aprovado por despacho ministerial, em 9 de Dezembro de 2004, e em vigor desde Janeiro de 2006, inclui novos tipos de vacinas contra a tuberculose, a hepatite B, a difteria, o tétano, a tosse convulsa, a poliomielite, a doença invasiva por Haemophilus influenzae do serotipo b, o sarampo, a parotidite epidémica, a rubéola e a doença invasiva por Neisseria meningitidis do serogrupo C.3
 
4. Quais as principais alterações ao PNV de 2000?
São 5 as principais alterações ao PNV de 2000:
- Substituição da vacina viva atenuada e oral contra a poliomielite (VAP) por uma vacina inactivada injectável (VIP)
- Substituição da vacina contra a tosse convulsa do tipo Pw (pertussis “whole cell” ou de célula completa) por uma vacina pertussis acelular (Pa).
- Introdução de uma vacina combinada pentavalente, contra a difteria, o tétano, a tosse convulsa, a doença invasiva por Haemophilus influenzae do serotipo b e a poliomielite (DTPaHibVIP).
- Introdução de vacinas combinadas tetravalentes contendo a Pa, como a vacina contra a difteria, o tétano, a tosse convulsa e a doença invasiva por Haemophilus influenzae do serotipo b (DTPaHib) e a vacina contra a difteria, o tétano, a tosse convulsa e a poliomielite (DTPAVIP).
- Introdução da vacina conjugada contra a doença invasiva por Neisseria meningitidis do serogrupo C.
 
5. Quais os objectivos propostos com a recente alteração ao PNV?
Salientam-se os seguintes objectivos:
- a consolidação da eliminação da poliomielite;
- a manutenção de elevadas taxas de cobertura vacinal contra o sarampo e a rubéola;
- a vacinação de adultos contra o tétano;
- a protecção, com mais segurança, contra mais uma doença – doença invasiva por Neisseria meningitidis C.
 
Gripe das aves5, 6, 7
 
1. O que é a gripe das aves?
É uma infecção transmissível causada pelo vírus da gripe (vírus influenzae), que normalmente só infecta as aves.
Ainda que o vírus da gripe seja muito específico quanto à espécie que infecta, foram reportados alguns casos em que este atravessou a barreira entre espécies para infectar o ser humano.
 
2. Que tipo de vírus da gripe existem?
O vírus da gripe tem 3 tipos: A, B e C:
- o tipo A existe em várias espécies de animais, é o mais perigoso e divide-se em vários subtipos.
- o tipo B é exclusivamente humano.
- o tipo C foi encontrado em humanos, porcos e cães, causa infecções respiratórias ligeiras mas não causa epidemias.
Apenas o tipo A pode provocar pandemias.
Dentro do subtipo A, existem 16 subtipos H e 9 subtipos Ni. Da característica H depende a capacidade do vírus em fixar-se às células e entrar para o seu interior, onde se inicia o processo de multiplicação do vírus. Da característica N depende a libertação dos vírus recém formados, para o exterior da célula infectada.
Do que se sabe, apenas os vírus dos subtipos H5 e H7 formam estirpes de alta patogenicidade. Normalmente evoluem em aves de criação, de formas de baixa patogenicidade, em que a criação intensa e condições de sobrepopulação permitem que o vírus evolua para formas altamente patogénicas. Daí ser também conhecida por ‘Gripe Aviária’.
(i) H e N são proteínas de cápsula: hemaglutinina e neuraminidase, respectivamente.
 
3. Pode o ser humano ser infectado pelo H5N1?
Por enquanto, a gripe das aves é uma doença das aves. A infecção de humanos pelo H5N1 é um fenómeno raro e muito pouco provável. Ainda que o surto actual tenha originado mais de 100 casos humanos, trata-se de um número relativamente pequeno comparado com o elevado número de aves infectadas e as inúmeras oportunidades de exposição humana, especialmente em zonas onde é comum a criação de aves domésticas.
 
4. De que maneira pode o H5N1 mudar e tornar-se capaz de transmissão entre humanos?
Actualmente, a estirpe H5N1 não é facilmente transmitida de humano para humano. Este factor pode vir a mudar, uma vez que o vírus se encontra em constante evolução. Esta forma do vírus pode surgir por “re-emparelhamento” (ocorre quando o vírus da gripe humano e o vírus da gripe das aves trocam material genético durante uma infecção simultânea de um ser humano ou de um suíno), ou por um processo mais gradual de mutação adaptativa.
 
5. Qual é o risco de surgir uma pandemia?
Para se desencadear uma pandemia devem verificar-se as seguintes condições:
· aparecer um novo subtipo de vírus da gripe;
· este subtipo ser capaz de infectar o ser humano, provocando uma doença grave;
· ser capaz de transmitir-se facilmente e de forma sustentada entre as pessoas.
O vírus H5N1 cumpre largamente as duas 1ªs condições: é um vírus novo para o ser humano (este vírus nunca circulou de forma generalizada entre as pessoas) e provocou, até agora, mais de 100 casos de infecção, registando-se a morte em mais de 50% dos casos.
Conclui-se, pois, que estão reunidas as condições para o início de uma pandemia, excepto uma: a capacidade do vírus em transmitir-se de forma eficiente entre humanos. O risco de que o vírus venha a adquirir esta capacidade aumenta com as oportunidades de infecção humana. Estas oportunidades, por sua vez, aumentam com a circulação do vírus entre as aves, situação que se pode prolongar durante anos.
 
6. Em que fase está o desenvolvimento e produção de vacinas?
Alguns dos fabricantes entraram em fase de ensaios clínicos da vacina em 2005. A vacina em que se trabalha neste momento, baseia-se no H5N1 tal como ele existe agora, sem capacidade de transmissão entre humanos.
O trabalho actual, feito com base no H5N1 não-pandémico, permitirá adquirir experiência técnica preciosa para aplicar rapidamente à variante pandémica do H5N1, logo que este surja e seja declarada pandemia.
Os ensaios clínicos são efectuados para:
- testar a segurança da vacina;
- determinar qual a formulação adequada para a vacina.
 
7. Que medidas estratégicas recomenda a OMS?
Em Agosto de 2005, a OMS enviou a todos ao países um documento em que apresentou as medidas estratégicas recomendadas para responder à ameaça de uma pandemia por gripe aviaria. Estas medidas têm por objectivo aumentar o nível de preparação dos países, reduzir as oportunidades de surgir um vírus pandémico, melhorar o sistema de alerta, atrasar o início de propagação do vírus H5N1 a nível internacional e acelerar o desenvolvimento das vacinas em estudo.
 
Referências:
(1) Medicines for Mankind. Better Health through Vaccination. EFPIA, Sept. 2004
(2) Cadernos da Direcção-Geral da Saúde, Nº2 Out. 2002. Ministério da Saúde.
(3) Programa Nacional de Vacinação 2006: http://www.dgsaude.pt/upload/membro.id/ficheiros/i007442.pdf
(4) A.R.S Algarve. Artigo sobre Vacinação: http://www.arsalgarve.min-saude.pt/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=77&Itemid=87&lang=
(5) WHO: Avian influenza frequently asked questions: http://www.who.int/csr/disease/avian_influenza/avian_faqs/en/index.html
(6) http://www.dgs.pt/
(7) http://correio.fc.ul.pt/~mcg/news/index_gripe.htm
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