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Antimicrobianos – Proteger o futuro

Tal como na medicina humana, a introdução, a partir dos anos 40, de agentes antimicrobianos eficazes para uso veterinário trouxe melhorias significativas ao bem-estar e saúde animal. Estes medicamentos deram meios aos veterinários e aos proprietários de animais para tratar e controlar doenças anteriormente intratáveis causadas por bactérias, protozoários e fungos.

Uma boa saúde é a pedra angular de elevados padrões de bem-estar para todas as espécies domésticas e para as espécies usadas na produção de alimentos – é um factor determinante duma produtividade sustentável. O fornecimento de proteína animal completa, nutritiva e económica é hoje muito mais acessível do que no passado porque menos animais de criação não engordam ou morrem prematuramente devido a doença. Assim, ao facultar os meios para melhorar a saúde e o bem-estar animal e para reduzir os prejuízos económicos causados pelas doenças infecciosas, os antimicrobianos trouxeram importantes benefícios para a sociedade como um todo. Além disso, a nossa capacidade de proteger a saúde dos animais também reduziu o risco de transmissão de algumas zoonoses que podem ameaçar a saúde humana – a saúde humana está ligada à saúde animal.

No entanto, o sector da saúde animal pode – e tem de – dar um contributo ainda maior para o bem comum, conquistando mais melhorias no nosso controlo das doenças que afectam os animais de criação. Globalmente, perde-se pelo menos 20% da produção alimentar baseadas em animais em consequência de doenças que podem em grande medida ser prevenidas (fonte: Organização Mundial da Saúde Animal - OIE). Nos países do mundo em vias de desenvolvimento que são mais vulneráveis à escassez de alimentos, este desperdício pode ser muito maior. Para os 700 milhões de pessoas no mundo que vivem na pobreza, a qualidade de vida depende da saúde dos animais de criação. Os animais não só fornecem proteína alimentar e rendimentos cruciais, mas também força de trabalho, sob a forma de tracção, para arar ou irrigar as terras ou como fertilizantes naturais (fonte: Organização das Nações Unidas para e Agricultura e Alimentação - FAO).

Entretanto, à medida que a população humana continuar a crescer, haverá ainda mais pressão para aumentar a produção de carne, peixe, ovos e lacticínios. Existem actualmente 7 mil milhões de bocas para alimentar e este número irá continuar a crescer, atingindo um valor estimado de 9,3 mil milhões em 2050 (fonte: Organização das Nações Unidas - ONU). A desnutrição já é uma realidade com uma expressão alargada e, em consequência, durante as próximas décadas calcula-se que a produção de alimentos terá de aumentar cerca de 100 por cento. A maior parte dos solos com aptidão agrícola já está a ser usada, o que significa que cerca de 70 por cento deste aumento terá de vir duma maior eficiência e melhoria das tecnologias agrícolas e de produção animal. Claramente, temos de envidar os nossos melhores esforços para impedir e controlar as doenças dos animais.

Os antimicrobianos não são a única ferramenta a que os veterinários podem recorrer. Há muitos outros factores que influenciam o alastrar da doença nas quintas e elevados padrões de biosegurança, acomodação, nutrição, monitorização da doença e planeamento da saúde dos efectivos podem seguramente reduzir os riscos. Mas assegurar a disponibilidade de medicamentos veterinários eficazes é a medida com maior probabilidade de nos levar mais perto desse distante objectivo da erradicação de doenças contagiosas.

As empresas de saúde animal enfrentam importantes obstáculos regulamentares à introdução de novos produtos num mercado que é várias vezes menor que o servido pela indústria farmacêutica para uso humano. Desta forma, o desafio para os governos e as agências de medicamentos é criar o enquadramento económico e jurídico necessário para sustentar a investigação e a inovação nos medicamentos veterinários para controlar ainda mais as doenças animais – pelos animais, pelos seus proprietários e pela sociedade como um todo.
 
A Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, através da Direção de Serviços de Meios de Defesa Sanitária (DSMDS), e no âmbito das resistências antimicrobianas, divulgou a 1 de Março 2013, a Nota Informativa “A DGAV na Luta contra as Resistências aos Antibióticos” que prevê, entre outras, a aprovação e implementação do Plano Nacional para a Redução do Risco das Resistências aos Antibióticos durante o ano de 2013.
 
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