Ignorar Comandos do Friso
Saltar para o conteúdo principal
VOLTAR 26-05-2017

Competir pela Agência Europeia de Medicamentos, por João Almeida Lopes

 
 
 
 
 
Competir pela Agência Europeia de Medicamentos
Esta candidatura é de inegável interesse nacional e não permite falsas partidas. Todos os agentes políticos, económicos e sociais devem ser envolvidos neste desígnio.
 
Estamos em contagem decrescente para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e para a relocalização das agências europeias sediadas naquele país. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) terá assim de deixar Londres e procurar uma nova localização.
 
O Governo português já oficializou a sua candidatura e a fixação em Portugal da sede da agência responsável pela avaliação e segurança de todos os medicamentos no espaço europeu, a concretizar-se, constituirá um factor de desenvolvimento económico e social sem precedentes na história recente do país.
 

A EMA é a jóia da coroa das agências europeias. Possui um orçamento anual de 300 milhões de euros e serve 500 milhões de cidadãos europeus. Emprega, em permanência, 900 colaboradores altamente qualificados e promove, todos os anos, mais de 500 reuniões presenciais que envolvem cerca de 65 mil pessoas e exigem 30 mil estadias.

Mais de 20 cidades europeias estão na corrida pela agência. Os impactos directos referidos são acompanhados do desenvolvimento, em paralelo, da actividade económica baseada na ciência, na saúde e na biotecnologia, dinâmica que se arrastará rapidamente a outras áreas da economia nacional.
 
Esta candidatura é de inegável interesse nacional e não permite falsas partidas. Portugal tem até Setembro de 2017 para empenhar toda a energia nesta candidatura. Todos os agentes políticos, económicos e sociais devem ser envolvidos neste desígnio, cujo desfecho será conhecido até ao final do ano.
 
Só assim será possível responder aos critérios definidos pelo Conselho Europeu e pela Comissão Europeia: assegurar uma transição sem sobressaltos que garanta a continuidade da operacionalidade da agência e não comprometa a capacidade de atrair recursos altamente qualificados.
 
Hoje, fruto de um esforço colectivo sem precedentes, onde se insere a cadeia de valor do medicamento, os portugueses têm razões para encarar o futuro com mais otimismo e confiança.
 
A retoma da actividade económica de Portugal, alicerçada nas exportações e na criação de emprego, e o crescimento homólogo de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2016, contribuíram para um défice orçamental de 2% em 2016, abrindo assim caminho ao fim do Procedimento por Défices Excessivos.
 
Numa primeira análise, diria que estes indicadores são mais uma prova do compromisso de Portugal com o projecto europeu. Há, por isso, que tirar partido deste impulso positivo no sentido de reforçar a candidatura portuguesa a acolher a sede da EMA.
 
Lisboa, cidade candidata, está no mapa. Desfruta de uma envolvente científica e cultural vibrante. Usufrui de uma centralidade ímpar, possui um aeroporto internacional muito perto do centro e está dotada de uma capacidade hoteleira robusta e em franca expansão. Acrescente-se a rede de escolas internacionais, a qualidade de vida a preços competitivos e a habitação disponível e de qualidade.
 
Podemos acreditar. Uma candidatura bem sucedida, confirmaria o alinhamento de Portugal com a estratégia europeia de criação de uma economia competitiva, dinâmica e baseada no conhecimento e pode determinar a viragem no modelo de desenvolvimento económico nacional.
 

Leia aqui o artigo de opinião de João Almeida Lopes ao Jornal Económico de dia 26 de Maio.

PESQUISA RÁPIDA
 

 

 
AGENDA
ASSOCIAÇÕES DE DOENTES
DÍVIDAS HOSPITALARES
INDICADORES
LISTA DE ASSOCIADOS
NOTÍCIAS
PROGRAMA DE ESTÁGIOS NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
PEDIDO DE INSCRIÇÃO NA APIFARMA
CONTACTOS     |      LINKS ÚTEIS     |      FAQ'S     |      POLÍTICA DE PRIVACIDADE     |      MAPA DO SITE
Partilhar: