Medicamentos biotecnológicos
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Os medicamentos biotecnológicos são definidos como produtos farmacêuticos fabricados por métodos de biotecnologia, com produtos de origem biológica, geralmente envolvendo organismos vivos ou seus componentes activos.

Os métodos e técnicas que envolvem o uso de organismos vivos (tais como células, bactérias, leveduras e outros) como ferramentas para executar determinados processos industriais ou de produção são chamados Biotecnologia.

A Biotecnologia tem tido avanços significativos na saúde humana. Têm sido criados novos medicamentos, em especial para doenças raras ou não tratadas previamente. Os métodos de produção biotecnológica fornecem versões mais seguras de tratamentos existentes em quantidades ilimitadas. A Biotecnologia tem revolucionado a investigação e o desenvolvimento de novos medicamentos e permite um melhor direccionamento do produto para doenças específicas e grupos de doentes específicos.

Uma maior compreensão das causas genéticas da doença permite a detecção precoce e o tratamento, e o novo campo da terapia do gene pode até possibilitar a cura de doenças, além de as tratar.

Novas soluções

Os medicamentos biotecnológicos já representam cerca de 10 a 15% do mercado farmacêutico. Mais de um quinto dos novos medicamentos lançados no mercado mundial a cada ano são derivados da Biotecnologia, número que provavelmente irá aumentar, devido aos avanços científicos. A aplicação da Biotecnologia na área da Saúde tem contribuído também para um crescente número de produtos inovadores.

A Biotecnologia já oferece uma grande variedade de produtos para doenças crónicas e raras, como alguns tipos de cancro, hepatite C, insuficiência renal crónica, hemofilia, diabetes, doença de Fabry, deficiência de crescimento, esclerose múltipla e doença de Crohn.

Futuro

A Biotecnologia continuará a proporcionar novos avanços na investigação clínica nos próximos anos, conduzindo a tratamentos em áreas que já nos eludiram anteriormente (inclusive VIH/SIDA, cancro, asma, doença de Parkinson, doença de Alzheimer), e continuará igualmente a oferecer alternativas aos actuais tratamentos convencionais disponíveis.

A utilização da Biotecnologia no desenvolvimento de novos medicamentos tem diversas vantagens específicas:

1. A Biotecnologia permite o desenvolvimento e a produção de novas substâncias que foram anteriormente além das capacidades das tecnologias tradicionais. Este processo inclui a concepção e a produção de novos medicamentos, com maior eficácia e especificidade e, consequentemente, menos efeitos colaterais. Um exemplo disto é o tratamento para a esclerose múltipla.

2. As preocupações com a segurança dos produtos nos países desenvolvidos têm desaparecido graças ao desenvolvimento de medicamentos biotecnológicos. A Biotecnologia oferece um maior controlo sobre o processo de fabrico, permitindo uma redução significativa dos riscos de contaminação por agentes infecciosos. Um bom exemplo são os produtos de sangue utilizados para tratar a hemofilia.

3. A Biotecnologia oferece produtos mais direccionados para doenças específicas e grupos de doentes, através da utilização de tecnologias inovadoras, em particular, a genética. Os exemplos incluem, entre outros, os tratamentos para doenças raras e alguns tipos de cancro.

4. Alguns produtos não são naturalmente criados em quantidade suficiente para fins terapêuticos. A Biotecnologia permite a produção em larga escala de substâncias existentes, como por exemplo a insulina, no campo do tratamento da diabetes.

Mais informações:

Empresas Biofarmacêuticas Europeias (EBE)



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